Outro texto que chega atrasado....
Mais um sonho, que aconteceu à exatamente uma semana e um dia atrás...
Eu tava saindo do meu prédio, no corredor do meu andar ainda, quando passo em frente ao 35. O 35 sempre foi um apartamento decorado, chegando a cheirar incenso, mas sempre chamando atenção pelo grande número de plantas espalhadas pela sala, ( e claro, espalhadas pelo pequeno espaço de entrada do próprio apê também.)
Acontece que o que me chamou atenção naquele dia não foram as plantas, mas sim, a ausência delas!
Sim, hão haviam plantas e a porta estava aberta, mostrando que na sala também não havia nada.
Nada, vazio, nadica, nhécas. Sem mobília.
Execto por uma coisa, a Fifi.
A Fifi é a puddle da dona do 35. É o cão que mais late na face da terra, mas é um amor de cachorro, eu gosto dela.
Eu fiquei com dó, tadinha, sozinha ali, em baixo da janela, mas parecia nem notar a ausência da dona.
Fui até lá, brinquei com ela e perguntei: (ah, qual lê? É um sonho, eu posso perguntar pro cachorro, num poso??)
- cadê a Dona Fifi?
(pausa. Eu não sei, nem nunca soube o nome da dona do 35, apenas o nome do cachorro, afinal, ela grita essa palavra umas 7 vezes ao dia pelo menos. Isso por que nem paro em casa! Natural que, em sonho, eu chamasse a minha vizinha pelo nome do seu cão.)
A cachorra não respondeu. Continuou abanando o rabo, como se estivesse feliz em me ver.
Então surgiu na porta um cara que nunca vi na vida.
(Outro parênteses. Alguém aí pode me explicar como é que pode aparecer um cara em nosso sonho que a gente nunca o viu na vida??? Fecha parênteses)
O cara perguntou o que eu fazia ali, ao que eu respondi: “Cadê a Dona Fifi?”
Ele engoliu em seco, baixou a cabeça, e disse, ela faleceu hoje...
Então eu dei-lhe um abraço amigo, consolando o cara. Isso sendo que eu nem o conhecia. Aliás, nem ele, nem ela. Por que eu chorava?
O fato é que fui um bom amigo, e depois tivemos um conversa que eu não me lembro, mas que esclarecia o óbvio: A cachorra ficaria agora comigo.
Claro, a velha do 35 morre, o garoto do 38 herda.
Não houve questionamento e eu levei a cachorra.
Mas não sei por quê diabos eu estava agora saindo do meu apartamento com a mochila nas costas e o carrinho com minha mala atrás.
Entro no corredor e paro pra ver uma mulher vindo do outro lado. E não era qualquer mulher. Amigos, imaginem a mulher mais gata que vocês já viram na vida. Isso, agora vistam-na de paletozinho preto e saia preta deixando aparecer o elástico da meia calça. E garotas, imaginem aquela mulher que vocês morrem de inveja quando seu namorado fantasia. Certo, pessoal, é ela.
Estava vindo até meu lado do corredor, provavelmente iria até algum apartamento antes do 38. Então entrei de volta, por algum motivo, mas ela entrou junto e disse:
“Assistênte Social”
Eu não entendi nada, mas ela sentou-se em meu sofá, tirou um caderno da bolsa. Olhou-o, não quis usá-lo, e pediu o meu que estava sobre a mesa. Passei pra ela o caderno com aquela cara de “hein???” e ela pediu que eu me sentasse.
A partir daí começou um diálogo sobre a guarda da cachorra Fifi, onde vocês não tenham dúvidas, defendi o que é meu por herança até o fim.
O problema é que não me lembro o fim...
~:(
Fim.
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